Cirurgia virtual guiada: Modismo, realidade ou futuro?

Autor: Prof. Dr. Bernardo Passoni

A tecnologia envolvida no planejamento e realização de reabilitações com implantes dentários evoluiu de maneira exponencial nos últimos anos, no entanto sabe-se que a tríade saúde, função e estética se inicia com o correto posicionamento tridimensional do implante.

O conceito de planejamento reverso e cirurgia proteticamente guiada não é algo novo. Desde os anos 90, guias cirúrgicas eram confeccionadas em acrílico, a partir de modelos de gesso e enceramento diagnóstico. Porém, a instalação de implantes a mão livre é desafiadora (desvio angular médio de 5 a 20 graus entre planejamento e execução), principalmente em casos limítrofes ou para cirurgiões-dentistas iniciantes.

Com o advento da tomografia computadorizada do cone beam e os softwares de planejamento nos anos 2000, entramos na era do planejamento virtual. A impressão de guias prototipadas tinha como objetivo garantir o posicionamento in vivo exatamente conforme o planejado virtualmente.

O primeiro “boom” da cirurgia virtual guiada aconteceu ao redor de 2010. Apesar de alta taxa de sucesso (desvio angular médio 1,35 a 4,1 graus) poucos foram os implantodontistas que aderiram a “moda”. Naquela época sem os scanners, eram necessários confecção de guia tomográfica, dupla tomografia e o principal limitador, era o próprio cirurgião dentista que deveria planejar seus casos. A somatória de etapas, associada a possibilidade de somatória de erros, fez com que o dentista ficasse receoso. Além de tudo, a técnica foi introduzida no Brasil com o conceito flapless (cirurgia sem retalho), portanto estavam indicados apenas casos com boa quantidade de osso.

A virada de chave na história da cirurgia virtual guiada aconteceu por dois motivos: Scanners intra-orais e planning centers. A introdução do escaneamento intra-oral facilitou a fase de aquisição dos exames, planejamento dentro do software e desenho das guias. Por consequência, a precisão da técnica também apresentou melhores resultados. Atualmente, os scanners estão espalhados pelo Brasil inteiro, dentro de centros de radiologia. Você, cirurgião dentista, não precisa ter um scanner intra-oral!!! Coloque na sua rotina diária, pedido de tomografia + escaneamento.

Outro fator chave foi a descentralização dos planning centers. No início da técnica no Brasil, havia apenas 1 planning center, o que limitava em tempo e custo a realização das cirurgias. Hoje temos uma ampla gama, com softwares cada vez mais modernos e planejadores cada vez mais experientes. Aquela desculpa que antigamente você cirurgião dentista tinha, que não sabia planejar, não existe mais. Hoje, os arquivos STL (escaneamento) e DICOM (tomografia) são enviados ao planning center com as informações necessárias, e depois você recebe o planejamento pronto para aprovação.

O planejamento virtual da posição 3d ideal real do caso, nos traz segurança e rapidez ao procedimento. Por muito tempo bateu-se na tecla de que cirurgia virtual guiada era sinônimo de cirurgia sem retalho. No entanto, hoje sabemos que o principal diferencial deste procedimento é a assertividade, a precisão. Por este fato, ser com retalho ou não, se tornou indiferente. Se for necessário manipular tecido mole ou até mesmo, regenerar uma parede vestibular, devemos abrir o retalho, instalar o implante através da cirurgia guiada no seu melhor posicionamento 3D e fazer posteriormente o que for necessário.

Além de segura, precisa, a cirurgia se torna mais rápida, pois a única preocupação do ato cirúrgico é o correto posicionamento do guia e o quanto perfurar ápico-coronalmente, visto que mésio-distal e vestíbulo-lingual já foi predefinido no software e será guiado pelas anilhas.

Por fim, a cirurgia guiada Arcsys (CGA), chegou para sintetizar estes conceitos. Mas como todos os produtos do FGM Dental Group, também apresenta seus diferenciais. O mais interessante é que o conceito de fresagem única do sistema arcsys convencional, se mantém no sistema guiado, acelerando ainda mais o processo. Além disso, a CGA possui brocas de comprimento reduzido, o que possibilita a fresagem em pacientes com limitação de abertura de boca ou espaço interoclusal reduzido. Ainda, em sintonia com o conceito de que cirurgia guiada é para todos os casos, a CGA também permite a instalação de implantes curtos, sendo este um grande diferencial frente a outros sistemas de implantes.

Portanto, caros leitores, cirurgia virtual guiada não é modismo e tão pouco futuro. Cirurgia virtual guiada é a realidade de quem quer um procedimento seguro, rápido e preciso.

 

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