Anatomização de pinos de fibra de vidro: A melhor alternativa para canais amplos ou com anatomia diferenciada

Autoras: Andréia Luiza Gabriel e Rayane Alexandra Prochnow

Dentes tratados endodonticamente com grande destruição coronária aparecem rotineiramente na prática clínica, e nestes casos, é de fundamental importância a indicação de retentores intrarradiculares para o restabelecimento da sua resistência mecânica.

Os pinos de fibra de vidro vêm sendo cada vez mais aceitos e utilizados, pois apresentam módulo de elasticidade semelhante ao da dentina, absorvem as tensões geradas pelas forças mastigatórias e protegem o remanescente radicular, possibilitando a construção de uma unidade mecanicamente homogênea. Contudo, o uso de pinos de fibra pré-fabricados em condutos amplos ou com anatomia diferenciada, pode ser considerado crítico quando há substancial falta de adaptação e linha de cimentação espessa.

Camadas de cimento mais espessas são passíveis de apresentarem falhas, devido à presença de bolhas e ao aumento de tensão gerada pela contração de polimerização, responsável pelo desencadeamento de linhas de fratura, podendo levar ao deslocamento do pino devido ao comprometimento de força de união.

Para melhorar a adaptação em canais amplos, a FGM desenvolveu os pinos tipo DC-E, que possuem porção apical delgada e conservadora e porção cervical mais ampla e resistente. Apesar do formato mais adequado, frequentemente se observa canais com anatomia diferenciada (amplitude exagerada ou não cônicas/ovais) e nestes casos a melhor alternativa é o reembasamento do pino de fibra de vidro, denominada como técnica do pino anatômico. Nesta técnica é utilizada uma resina para modelar o conduto radicular visando diminuir a linha de cimentação. Resinas compostas têm alta resistência a compressão. Ao ocupar os espaços existentes entre a parede do conduto e o pino, deixam o conjunto justaposto, gerando ótima retenção.  Ao utilizar essa técnica, a polimerização da resina ocorre à parte do processo de cimentação, eliminando o risco de fraturas por contração de polimerização e sem adicionar linhas de cimentação (como em casos em que se utilizam acessórios para adaptação do pino ao conduto), aumentando a longevidade.

 

Passo a passo

Após a limpeza do retentor (Whitepost 
– FGM), aplicação do Silano (Prosil – 
FGM) e aplicação do adesivo (Ambar 
Universal APS – FGM), fotopolimerizar 
por 20 segundos. Após a limpeza do retentor (Whitepost 
– FGM), aplicação do Silano (Prosil – 
FGM) e aplicação do adesivo (Ambar 
Universal APS – FGM), fotopolimerizar 
por 20 segundos.

Após a limpeza do retentor (Whitepost – FGM), aplicação do Silano (Prosil – FGM) e aplicação do adesivo (Ambar Universal APS – FGM), fotopolimerizar por 20 segundos.
Após a limpeza do retentor (Whitepost – FGM), aplicação do Silano (Prosil – FGM) e aplicação do adesivo (Ambar Universal APS – FGM), fotopolimerizar por 20 segundos.

Aplicar resina composta sobre o pino e isolar o canal com gel lubrificante hidrossolúvel. Posicionar o pino dentro do conduto e fotopolimerizar 
por 40 segundos. Após completa fotopolimerização, confeccionar o munhão. Remover o conjunto de pino anatomizado e munhão e cimentar 
com Allcem Core (FGM). Aplicar resina composta sobre o pino e isolar o canal com gel lubrificante hidrossolúvel. Posicionar o pino dentro do conduto e fotopolimerizar 
por 40 segundos. Após completa fotopolimerização, confeccionar o munhão. Remover o conjunto de pino anatomizado e munhão e cimentar 
com Allcem Core (FGM). Aplicar resina composta sobre o pino e isolar o canal com gel lubrificante hidrossolúvel. Posicionar o pino dentro do conduto e fotopolimerizar 
por 40 segundos. Após completa fotopolimerização, confeccionar o munhão. Remover o conjunto de pino anatomizado e munhão e cimentar 
com Allcem Core (FGM). Aplicar resina composta sobre o pino e isolar o canal com gel lubrificante hidrossolúvel. Posicionar o pino dentro do conduto e fotopolimerizar 
por 40 segundos. Após completa fotopolimerização, confeccionar o munhão. Remover o conjunto de pino anatomizado e munhão e cimentar 
com Allcem Core (FGM).

Aplicar resina composta sobre o pino e isolar o canal com gel lubrificante hidrossolúvel. Posicionar o pino dentro do conduto e fotopolimerizar por 40 segundos. Após completa fotopolimerização, confeccionar o munhão. Remover o conjunto de pino anatomizado e munhão e cimentar com Allcem Core (FGM).
Aplicar resina composta sobre o pino e isolar o canal com gel lubrificante hidrossolúvel. Posicionar o pino dentro do conduto e fotopolimerizar por 40 segundos. Após completa fotopolimerização, confeccionar o munhão. Remover o conjunto de pino anatomizado e munhão e cimentar com Allcem Core (FGM).

 

Com a anatomização do 
pino, consegue-se uma 
única linha de cimentação 
e de pouca espessura, 
minimizando a possibilidade 
de falhas adesivas.

Com a anatomização do pino, consegue-se uma única linha de cimentação e de pouca espessura, minimizando a possibilidade de falhas adesivas.
Com a anatomização do pino, consegue-se uma única linha de cimentação e de pouca espessura, minimizando a possibilidade de falhas adesivas.

Resumo

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