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10/09/2020

Facetas de cerâmica ou resina: descubra a diferença.

A Odontologia está em constante evolução. Além do cuidado com a saúde bucal, vêm surgindo ferramentas que proporcionam novos tratamentos voltados à estética do sorriso.

Laminados (lentes de contato) e facetas têm tido grande procura e são procedimentos que necessitam de correta indicação e orientação. Dentre os materiais de escolha temos resinas compostas, para confecção de facetas diretas, e cerâmicas, para confecção de laminados (lentes de contato) e facetas indiretas.

Facetas diretas em Resina Composta x Facetas indiretas em Cerâmica

A escolha pelo material ultrapassa a questão financeira. Procedimentos diretos com resina composta, normalmente têm um preço reduzido se comparado aos procedimentos indiretos com cerâmica. Porém têm sua indicação clínica específica.

Pacientes que prezam em evitar desgaste dos dentes, podem optar por procedimentos estéticos com resina, visto que estas se adaptam a qualquer estrutura. Facetas diretas em resina são confeccionadas diretamente sobre o dente (por isso o nome), recobrem toda a superfície da frente (vestibular) dos dentes, e dependem da habilidade técnica do dentista para correta acomodação e estratificação da resina. São apresentadas em diversas cores e opacidades tornando possível reproduzir corretamente a opalescência e reflexão/passagem de luz de cada estrutura dentinária.

Atualmente, com resinas premium (como a Vittra APS – FGM) consegue-se uma ótima durabilidade do procedimento. Por ter partículas esféricas e menores, o polimento da Vittra APS garante uma boa longevidade (tanto em resistência, quanto em polimento) e assim que polida, se assemelha ao brilho de uma cerâmica.

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Fotos cedidas por Dr. Orlando Reginatto – Antes e após faceta em resina Vittra APS.

Porém, o fato é que compósitos são passiveis de alterações. Pacientes fumantes, por exemplo, têm uma probabilidade grande de causar manchamento em resinas. Devido à sua matriz orgânica, resinas também sofrem abrasão pela escovação  com o passar do tempo e acabam perdendo o seu polimento inicial. Polimento este, que é possível recuperar através do uso de discos e pastas de polimento.

Em contrapartida, cerâmicas apresentam uma superfície vítrea, que não sofre abrasão pela escovação diária ou alimentos e por isso, mantém o polimento e cor intactos mesmo com o passar dos anos.

Pacientes que apresentam hábitos funcionais como bruxismos (ranger os dentes patologicamente) ou apertamento, necessitam de materiais com ótima resistência, como cerâmicas. Precisamos destacar que, por muitas vezes, facetas em cerâmica necessitam de pequenos desgastes pois o material precisa ter espessura entre 1-1,5mm para ter boa resistência estrutural. A fim de superar esse obstáculo do desgaste dental, surgiram os laminados cerâmicos (famosas lentes de contato) trazendo a possibilidade de preservação do esmalte dental, adicionando uma fina lâmina de cerâmica sobre a vestibular do dente. Porém, esse procedimento tem sua indicação limitada, pois devido a sua pouca espessura não recobre grandes defeitos estruturais, funcionando bem para dentes que já apresentam uma ótima tonalidade e só necessitam de pequenas correções de forma.

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Facetas em cerâmica cimentados com Allcem Veneer APS

Fotos cedidas por Dr. Pedro Alexandre – Facetas em cerâmica cimentados com Allcem Veneer APS.

Quando o paciente apresenta dentes escurecidos, o tratamento com facetas indiretas de cerâmica é favorecido em relação a resina, pois podem passar por provas de cor do cimento. As pastas try-in do cimento Allcem Veneer APS têm a cor semelhante à apresentada nos cimentos, e pode ser testada antes da cimentação e facilmente lavada, tornando possível a seleção cimentos mais opacos para dentes escurecidos e demais cores para os demais substratos, por exemplo.

Para procedimentos em resina, muitas vezes 1 ou 2 sessões são suficientes. Procedimento em cerâmica podem necessitar de até 4 atendimentos.

Muito mais do que valor, a escolha precisa de avaliação entre benefícios, possibilidade ou não de preservação estrutural e longevidade do tratamento.

Autora: Msc. Rayane A. Prochnow