Por que o tempo de trabalho de uma resina é tão importante?

Autor: Prof. Dr. Rodrigo Reis

O tempo de trabalho de um material restaurador pode ser definido como sendo o período de tempo máximo de manipulação do produto sem que haja alteração reológica – consistência, fluidez, entre outras características -, a ponto de não permitir seu uso de modo adequado.

Os compósitos fotoativados surgiram como uma evolução dos quimicamente ativados. Antes, o profissional tinha pouco tempo disponível para alcançar a forma anatômica desejada à restauração; já em situações mais simples, o tempo de presa se revelava longo demais.

Com o surgimento dos compósitos fotoativados, o cirurgião-dentista passou a ter maior controle do tempo de trabalho, facilitando de sobremaneira a reconstrução estética-anatômica do elemento dental, com o mínimo de excessos, por meio da fotopolimerização.

A influência da luz ambiente e do refletor

Entretanto, é importante lembrar-se do fator luz ambiente, especialmente o foco operatório de boa intensidade, que pode iniciar discretamente o processo de polimerização do compósito de modo incompleto, levando à perda precoce da sua plasticidade.

Para contornar esse problema, os clínicos passaram a afastar o refletor buscando maior liberdade para esculpir o material; contudo, perdendo a visão clara e iluminada da região a ser trabalhada e correndo o risco de gerar excessos, falhas de preenchimento ou bolhas.

Uma alternativa para amenizar o problema foi a adoção de filtros alaranjados/amarelados, que evitariam a ativação da resina de modo precoce, mas que, na verdade, ainda prejudicariam a visão do campo operatório.

Assim, a possibilidade de se obter um material para o qual haja um maior tempo de trabalho disponível sob o campo operatório iluminado seria de grande benefício para o cirurgião-dentista. Alguns fabricantes aumentaram o teor de inibidores de polimerização, como a metil-hidroquinona – que, em contrapartida, aumentaria os requisitos para uma boa fotoativação (exemplo: aumento de tempo de exposição à luz durante o processo). Caso essa não fosse bem-feita, o grau de conversão do material poderia ser prejudicado.

Um sistema avançado de polimerização

Como solução, surge o sistema APS (Advanced Polymerization System), da FGM. Por meio da sua exclusiva tecnologia de fotoiniciação, permite que resinas como Vittra APS tenham pelo menos quatro vezes mais tempo de trabalho do que a maioria dos materiais fotoativados convencionais*, mesmo sob um campo operatório bem iluminado.

Com isso, o clínico finalmente passa a ter maior controle do tempo de trabalho, podendo executar o procedimento fora de uma contagem regressiva, com visualização perfeita daquilo que está fazendo e, quando desejar, podendo realizar a fotoativação normalmente, sem nenhum requisito extra.

*Ensaios realizados pelo Prof. Dr. Rodrigo Reis.

Email
LinkedIn
Telegram
Facebook
plugins premium WordPress

Selecione seu idioma

Select your language